Empreendedoras desenvolvem start-ups que simplificam contratação de decoradores

Por Filipe Oliveira

As empresas Archie e Decoradornet querem simplificar o modo como serviços de decoração são contratados.

As start-ups criaram sites em que clientes contratam projetos virtualmente, para serem atendidos por profissionais autônomos credenciados –algo parecido com chamar uma corrida na Uber.

Para isso, o cliente faz um teste de estilo, indicando quais entre fotos sugeridas mais gosta.

Com as respostas, , as empresas indicam profissionais que se adequam ao gosto do cliente automaticamente.

Em vez de visitas, clientes e decoradores conversam pela internet e trocam informações sobre medidas do cômodo, móveis, tipos de piso, iluminação e cores preferidas.

Por fim, o consumidor sai com um projeto em 3D para seu cômodo e uma lista com links de sites onde pode comprar os itens necessários.

Em geral, as empresas ficam com 30% de comissão sobre o serviço realizado.

Na Archie, aberta há dois meses, um cômodo sai por R$ 299. Entre as cofundadoras da empresa está a arquiteta Vanessa Lopes, 39.


Vanessa Lopes (a esq.) e Fernanda Leão, sócias da Archie, start-up que conecta clientes e decoradores (divulgação.)

Ela conta que decidiu trabalhar no modelo de negócios para “profissionalizar as dicas” que dava a muitos potenciais clientes.

Visitava a casa deles, dava ideias para a decoração para tentar conquistá-los, mas no final, o negócio não era fechado e o cliente levava sugestões de graça, conta.

Em geral, os projetos levam 10 dias para serem concluídos. O prazo depende do tempo de resposta de cliente e profissional e se o usuário é mais objetivo em suas decisões.

Na Decoradornet o profissional dá o preço do projeto.

A empresa nasceu em 2010 como braço on-line do escritório de arquitetura de Mariana Albuquerque, 36. Passou a atuar com profissionais autônomos há quatro meses.

Desde seu início, o site foi criado para atender projetos simples com um preço acessível, diz.

A motivação para a mudança foi resultado de ter recebido muitos currículos de decoradores interessados em trabalhar com ela nos projetos virtuais.

A companhia tem 226 decoradores cadastrados. Na Archie são 102.

Entre as mudanças no mercado que as companhias esperam promover estão mostrar que decoração pode ser algo acessível. Além de usar a rede como fator de redução de custos, a DecoradorNet oferece parcelamento dos projetos no cartão de crédito, conta Mariana.

FUTUROS

As duas empresas veem potencial para expandir em seu mercado a partir de projetos complementares ao modelo de negócios principal.

A Archie deve ir além dos links para compra dos móveis indicados e passar a vender itens de terceiros em seu site, em troca de comissão, no modelo conhecido como “marketplace”, conta Vanessa.

A empresa abrirá até o final do ano um coworking (escritório colaborativo) para arquitetos na avenida Faria Lima, em São Paulo.

A ideia é concentrar ali profissionais inseridos no universo da plataforma, adeptos de tecnologia e da tendência de se ter muitos trabalhos em vez de um único emprego.

Terão acesso a infraestrutura para trabalho específica para profissionais do setor e proximidade com colegas para atuar em parceria e compartilhar oportunidades.

Já Mariana, da Decoradornet, diz estar negociando parcerias com faculdades para tratar da venda de serviços on-line junto a alunos.

“Para o futuro, a pessoa precisa sair da faculdade pensando no canal de vendas on-line”, diz.

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