Governo de SP testará soluções de até 16 start-ups

Por Filipe Oliveira

O governo de São Paulo apresentará nesta quinta-feira (9) 16 start-ups selecionadas para testar projetos em conjunto com o Estado.

 

O programa, chamado Pitch Gov, foi criado em 2015 e está em sua segunda edição.

Foram selecionadas 16 start-ups, com ferramentas para áreas como educação, saúde, jurídica, estatística e mobilidade.

Eduardo Azevedo, coordenador do programa, conta que foram recebidos 254 cadastros, respondendo a 42 desafios do governo em oito áreas.

Ele explica que a iniciativa permite uma análise organizada das start-ups que podem ajudar o Estado

Áreas como educação recebem projetos de start-ups rotineiramente. Um programa como esse ajuda o governo a compará-los melhor, diz.

Outras pastas, porém, têm menos contato com esse universo e veem no programa a oportunidade de descobrir novas ferramentas, segundo Azevedo.

O programa também serve para que o governo entenda novas ferramentas e possa desenhar editais de contratação que estejam adequados ao que há de novo no mercado.

“De modo geral, as leis de contratação no Brasil são um pouco engessadas. O governo deve definir previamente tudo o que ele quer. Se não soubermos descrever perfeitamente uma solução, temos dificuldade para contratar.”

Após a aprovação no Pitch Gov, as start-ups devem discutir com o governo como podem ser feitas provas de conceito de suas soluções. Esses testes não envolvem pagamentos às companhias e o razo de duração e escopo do projeto é definido caso a caso.

Em 2015, das 15 start-ups selecionadas pelo programa, 9 realizaram programa com o governo.

O caso de maior repercussão é o da empresa Nama, que desenvolveu um robô atendente virtual (chatbot) para o Poupatempo, chamado Poupinha.

Outra empresa, a ClassApp, testou seu aplicativo para conexão entre pais e escolas em 9 Etecs da região de Limeira (SP), conta Azevedo.

Azevedo diz acreditar que, nesta edição do programa, mais empresas terão seus projetos realizados. Isso porque a seleção deste ano trouxe maior variedade de setores de atuação de companhias.

Confira abaixo as start-ups selecionadas e como o governo prevê atuar com elas:

PITCH GOV SP

Estante mágica – Ferramenta para estimular a leitura e o engajamento às atividades pedagógicas.

Matific – Jogos interativos, planilhas e conjuntos de problemas para apoiar o ensino e aprendizagem de matemática dos anos iniciais.

MGov – Uso de SMS para engajar família no aprendizado de crianças.

Mira Educação – Plataforma com recursos para pais, alunos, responsáveis e gestores escolares.

Next Code – Usa visão computacional e aprendizado de máquinas para analisar documentos otimizando processos burocráticos.

Dom Rock –  – Ambiente unificado de captura, consolidação e análise de dados de forma simples, rápida e assertiva

Pris – Extrai informações para simplificar o processo de fiscalização permitindo o mapeamento de inconformidades.

Kitado – Plataforma digital que faz a integração entre os contribuintes e entidade pública, podendo para promover pagamento de tributos em atraso

SmartSindico – Solução para Habitação, aplicativo que auxilia o síndico a realizar todas as tarefas administrativas do condomínio.

Colab – Rede social que tem como objetivo conectar cidadãos, governo e agência reguladora de maneira transparente.

Portal Telemedicina – Central médica online que possibilita a interoperabilidade e colaboração entre profissionais da saúde e pacientes.

Cloudia – Atendente virtual que automatiza os processos de comunicação entre pacientes e estabelecimentos de saúde.

LegalBot – Ferramenta de busca e análise de situações de risco, cruzando bases de dados internas e externas.

Saútil – Plataforma de acesso a informações georreferenciadas sobre serviços públicos, facilitando o acesso

CittaMobi – Plataforma que dá informações de itinerário e localização em tempo real dos ônibus, além de permitir contato com os órgãos regulatórios.

AISA 9 – Aplicativo de transporte que atua de forma preventiva realizando estímulo para conduta mais segura. h

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